No dia 21 de Junho de 2010 o mundo conheceu uma nova Miley Cyrus. Uma Miley mais adulta, mais firme e decidida e, principalmente, uma Miley sem Hannah Montana.

Considerado um álbum polêmico Can’t Be Tamed trata sobre diversos assuntos. Desde o rap de “Liberty Walk” até o som harmonioso de “My Heart Beats For Love“, podemos acompanhar o álbum mais verdadeiro, sentimental e o mais cheio de atitude feito por Cyrus até então.

O estilo principal do álbum é o pop, que varia entre baladas românticas e algumas canções ainda possuem influências do dance.

Miley Cyrus gosta de surpreender e ela não fez diferente com esse álbum. Em maio foi lançado o primeiro single do álbum, Can’t Be Tamed, que mostrava a cantora numa gaiola e, em seguida, libertando-se. O vídeo foi avaliado pelos críticos como uma representação do abandono da imagem de Hannah Montana.

O álbum foi lançado e foi um sucesso de imediato, alcançando a posição de terceiro álbum mais vendido logo na primeira semana, entretanto esses números foram caindo… O mundo ainda não estava pronto para a nova imagem de Cyrus.

Em comparação aos outros álbuns da cantora, Can’t Be Tamed foi um fracasso de vendas nos Estados Unidos. Enquanto seu álbum “Breakout” arrecadou U$ 1.600.000 e a trilha sonora da adaptação cinematográfica de sua série, “Hannah Montana The Movie“, faturou U$ 2.100.000, Can’t Be Tamed atingiu a marca de U$ 337.000.

Ver o crescimento de uma pessoa, e principalmente de uma mulher, saindo de sua adolescência e entrando para o mundo adulto, não é fácil, principalmente para os críticos que bombardearam de críticas negativas.

Mas Miley é incrível de seu jeito, e sempre está aprendendo com seus erros, pois ela não pode ser domada e quem somos nós para contrariar isso?!

A faixa que abre o álbum é “Liberty Walk“, que começa com sirenes para alertar do que fala. A canção traz uma mensagem logo em sua primeira frase “não viva uma mentira, essa é sua única vida“. O ritmo agitado e enlouquecido se encaixa perfeitamente com a voz de Miley.

A canção que vem a seguir é uma balada pop onde podemos encontrar uma pitada de romance nela. “Who Owns My Heart“, segundo single do álbum, fala sobre se apaixonar na pista de dança e não saber se o que está sentido é consequência da música ou o sentimento é real e se vai durar até depois do “boa noite”.

Can’t Be Tamed“, a canção tema do álbum, traz um ritmo frenético e enlouquecido. A moral da faixa é libertar-se de qualquer obstáculo ou impedimento na sua vida. Trata-se de não aceitar se sentir preso, com as pessoas te vigiando. O videoclipe da canção retrata perfeitamente isso com uma metáfora de Cyrus sendo um pássaro numa gaiola, sendo observada por todos e, em seguida, libertando-se.

Na sequência temos o cover da música da banda Poison, “Every Rose Has It’s Thorn“. A canção é bem fiel à original e se encaixa perfeitamente na voz de Miley. Ela narra uma separação e conta como vive em seguida sem a pessoa amada. É um hit um tanto melancólico que foi lançado como single em alguns países, tendo apenas um videoclipe filmado em um show.

Two More Lonely People” traz à tona um fim de um relacionamento decidido e cheio de atitude. Onde nenhum dos dois estão certos ou errados, apenas desistiram da luta.

Logo após temos “Forgiveness and Love“, onde versos inspirantes para cada pessoa são ditos. É uma canção um tanto sentimental cujo principal tema é o amor, que vem seguido do perdão. A música se trata de explicar a pessoa amada que estes são os atos que constituem nossa vida: perdão e amor.

Permanent December” tem uma mensagem um tanto direta e óbvia. Com batidas constantes sob o pop contagiante da canção, a cantora se declara para seu amado. Ela diz já ter ido a diversos lugares e ter conhecido diversas pessoas, porém que nunca conheceu ninguém como seu atual amor.

O ritmo desacelera em “Stay“, que é uma balada romântica em uma pura essência. É a canção mais honesta, que trata de um sentimento um tanto desesperado por alguém que não está mais perto. Essa, assim como a música anterior, foi escrita assumidamente para Liam Hemsworth.

Em “Scars“, Miley fala sobre um amor do passado, onde sabe que ainda sente algo porém simplesmente não quer se render novamente. O principal assunto abordado são as cicatrizes deixadas, conforme o tempo passa, na vida de uma pessoa. O ritmo energizante e as batidas revoltadas da música dão um toque especial ao tom de voz da cantora.

O romance volta em “Take Me Along“, onde Miley está sendo trocada, abandonada, e não consegue entender o porquê. É uma canção bem forte e é a mais triste do álbum. “Deixarei você viver sua vida enquanto finjo estar bem“, diz Cyrus num dos trechos da música.

Robot” seria a canção-título do álbum e foi substituída de última hora, mas isso não significa que a canção não seja de extrema importância na história. Usando metáforas, Miley fala sobre a pressão da mídia e da sua fama e diz que não pode ser controlada e nem usada por ninguém. A canção tem um fundo estridente e guitarras pesadas que combinam com o timbre vocal da cantora.

A canção de encerramento do álbum é “My Heart Beats For Love“, um apelo ao amor ao próximo. Miley dedicou a canção ao seu amigo Scott, que é gay e sofre preconceitos por conta disso. A música se encaixa em qualquer momento em que você precisar lutar por tudo o que você quer e acredita. Traz uma mensagem excelente e quebra o pré-julgamento feito pela crítica, que afirmava que o álbum seria inteiramente ousado e rebelde.