06.06.2021

Tradução e Adaptação: Thayná Araújo

Fonte

Se houve uma artista que realmente se destacou durante a pandemia, foi Miley Ray Cyrus. Durante aqueles primeiros meses, a cantora, compositora, atriz, ativista e filantropa nos manteve entretidos e educados com a série Bright Minded – Instagram Live vencedora do prêmio Webby, que apresentava Selena Gomez, Hailey Bieber, drag queen Trixie Mattel, YouTuber Rickey Thompson e mais.

Ao longo de sua carreira, a jovem de 28 anos manteve a capacidade de entreter – graças a megahits como Wrecking Ball e, mais recentemente, Midnight Sky – e educar, por meio de sua organização sem fins lucrativos Happy Hippie Foundation, que reúne jovens para lutar contra a injustiça enfrentada por jovens sem-teto, jovens LGBTQIA + e outras pessoas vulneráveis.

No dia 10 de junho, Cyrus unirá forças com o sorvete Magnum para um show virtual masterizado em som 8D. A performance ao vivo de Miley x Magnum terá a estrela tocando alguns dos maiores sucessos de seu álbum Plastic Hearts (que traz duetos com Dua Lipa e Billy Idol), bem como um cover exclusivo do clássico de 1986, Midas Touch por Midnight Star – remasterizado como Miley´s Touch.

Em entrevista exclusiva à Vogue, Miley Cyrus fala sobre fama, moda e família.

– Você criou uma série de TV, Bright Minded, durante a quarentena, da qual eu era um grande fã. Como você reflete sobre essa experiência agora?

“A Bright Minded estava realmente encorajando as pessoas a aproveitar esse tempo que não tínhamos escolha a não ser internalizar, entrar e explorar a nós mesmos. Não tínhamos muitas experiências externas acontecendo naquela época. Assim, todos nós fomos capazes de nos explorar em nossas diferentes camadas e cavar mais fundo em coisas que não tivemos tempo de [aprofundar].”

– Há muita discussão em torno do impacto das mídias sociais. Bright Minded foi um ótimo exemplo de como podemos usá-la positivamente. Como você supera os aspectos mais negativos disso?

“A mídia social é uma ferramenta importante para conectar e iniciar conversas interessantes. Isso dá voz às pessoas. É uma maneira importante de refletir quem você é em uma página, dizendo algo sobre você, contando uma história e se conectando com outras pessoas que pensam como você. ”

– Como sua incrível madrinha, a lenda cantora country Dolly Parton, inspira você?

“De muitas maneiras – Dolly me inspirou a expressar e celebrar cada camada e versão de mim mesma. Ela tem sido tão constante em sua carreira, mas também teve uma evolução incrível. Então tem havido essa consistência, mas também esse crescimento. E seja falando sobre ela como artista, como atriz, musicista, ativista, ou sua autodepreciação e sua relação com sua identidade e sua personalidade, eu acho que ela tem muitas camadas.”

– O que Dolly achou do seu cover no Saturday Night Live de sua música, Light Of A Clear Blue Morning?

“Ela adorou! Ela me enviou um fax dizendo o quanto ela estava honrada que no Dia das Mães eu dediquei a ela, minha madrinha.”

– Seu próximo cover será Midas Touch do Midnight Star para o show virtual. Como você soa em 8D ​​e por que escolheu essa faixa?

“Eu a escolhi porque fui capaz de personalizá-lo como Miley´s Touch. E 8D é simplesmente superimersivo. Então, estou muito animado para que meus fãs ouçam dessa forma, porque parece que eles estão lá comigo e minha banda para uma experiência super íntima. Eles vão ter essa sensação de som em camadas por causa do 8D.”

– Como você diria que sua moda e estilo evoluíram?

“Moda para mim é meio que se virar do avesso. É como vestir seu coração, vestir suas entranhas, vestir seus valores, vestir sua identidade, vestir sua dor, vestir sua alegria. Há algo de infantil [nisso]. Você é tão destemido quando se veste quando é criança. Você não pensa sobre o que alguém vai pensar de você ou o que eles vão julgar. É apenas uma questão de expressão e como você se sente naquele dia. Existe um destemor. E então, quando me visto, tento pensar como minha criança interior e ser genuína e autêntica em tudo o que estou vestindo.”

– As pessoas têm muitas camadas. Quais partes de si mesma você manteve privadas e por quê?

“Bem, se eu respondesse a essa pergunta, não a estaria escondendo do público! Mas tenho uma relação muito íntima e próxima com minha família. Mas, como todas as famílias, também somos complexos, mas aceitamos o fato de que cada um de nós é tão diferente um do outro. Eu e meus irmãos somos muito parecidos, mas também temos grandes diferenças. E nós apenas aceitamos isso e não julgamos uns aos outros. E nossa família faz do amor incondicional uma prioridade.”

– Você recentemente dedicou um post ao quarto aniversário de Malibu, uma de suas canções de amor mais abertas e vulneráveis. Como a música te ajuda a dar sentido à vida, amor, perda, alegria, tristeza e tudo o mais?

“Acredito que o sofrimento de cada pessoa é diferente. Todos nós experimentamos dor e perda e tristeza em nossas vidas, mas também alegria, amor e felicidade. E então essa música é agridoce porque é um reflexo de uma época que foi preenchida com muito amor e vida, mas significa algo tão diferente de quando eu a escrevi. Essa música é complexa porque é repleta de uma variedade de sentimentos diferentes.”

Plastic Hearts aproveitou o glam e o pop dos anos 80, enquanto você anteriormente já investiu no hip-hop, rock e country, é claro. O que você está ouvindo no momento, e como podemos ver isso refletido em seu próximo álbum?

“Sempre adorei música desde que nasci, mas nunca foi específico para um gênero. Eu escutei e amei e encontrei algo com o que me relacionei em tudo, então seja isso country, blues, jazz ou pop, eu me encontrei nisso.”

– Você trabalhou com tantas grandes estrelas – Joan Jett, Dolly, Stevie Nicks, Elton John, RuPaul – bem como Dua Lipa, Mark Ronson, Ariana Grande e Britney Spears. Sobrou alguém com quem trabalhar?

“Sempre há novos artistas emergentes que são superinteressantes. Eu amo Billie Eilish. Eu acho que ela é simplesmente a mais legal. Eu a amo e amo a mensagem que ela passa. Adoraria trabalhar com ela.”

– Rock ou pop? Você tem que escolher um!

“Depende do tipo de humor em que estou. Alguns dias, a escolha mais difícil que tenho que fazer é Britney [Spears] ou Courtney [Love]. Essas são geralmente minhas grandes decisões, meus grandes dilemas.”

– Que conselho você daria a si mesma daqui a 10 anos?

“Para continuar atualizada, para continuar me educando, para nunca parar de aprender, para continuar evoluindo e ter consciência da evolução que está acontecendo ao meu redor também. Portanto, acompanhando a próxima geração, observando o que eles estão fazendo e no que estão interessados. Ainda estamos honrando tudo o que acontece, mas o que acontecerá se você não fizer isso? Você se transforma no [pai dela] Billy Ray Cyrus, que não tem wi-fi (risos).”

– Qual é o conselho que você nunca vai esquecer?

“É do meu pai e é o seguinte: ‘A hora de tentar não é hora de parar de tentar.’”

Miley Cyrus se uniu à Sorvete Magnum para inspirar o mundo a #MostrarSuasCamadas (#ShowYourLayers) e ser fiel ao prazer. Em seu canal no YouTube em 10 de junho às 19h30 BST, ela fará um show exclusivo masterizado em som 8D.


Publicada por: Lívia Bastos

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